Atentados contra as Torres Gêmeas e o Pentágono deixaram quase 3 mil mortos em 2001 e produziram imagens que permanecem na memória coletiva mundial
Vinte e cinco anos depois dos ataques de 11 de setembro de 2001, as imagens das Torres Gêmeas em chamas, do impacto dos aviões e do colapso do World Trade Center continuam entre os registros mais marcantes da história recente.
Nesta sexta-feira, 11 de setembro de 2026, o mundo relembra um quarto de século dos atentados que transformaram a política internacional, a segurança nos aeroportos e a forma como diferentes países passaram a enfrentar o terrorismo.
Quase 3 mil pessoas morreram nos ataques realizados por integrantes da Al Qaeda nos Estados Unidos.
Ataques atingiram Nova York e o Pentágono
Na manhã de 11 de setembro de 2001, quatro aviões comerciais foram sequestrados.
Duas aeronaves atingiram as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York. Outro avião foi lançado contra o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, na Virgínia.
Uma quarta aeronave caiu em uma área rural próxima a Shanksville, na Pensilvânia.
As cenas transmitidas ao vivo pelas emissoras de televisão rapidamente percorreram o planeta. Milhões de pessoas acompanharam os acontecimentos praticamente em tempo real.
Imagens criaram memória coletiva
Um dos aspectos que diferenciam o 11 de Setembro de outros acontecimentos históricos foi justamente a força das imagens.
Em 2001, a televisão ainda ocupava posição central no consumo de notícias, enquanto a internet não tinha o alcance atual.
A repetição contínua das imagens das aeronaves atingindo os prédios e, posteriormente, das torres desabando contribuiu para transformar o atentado em uma experiência acompanhada coletivamente em diferentes partes do planeta.
O professor Eugênio Bucci, da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP), avalia que essa repetição provocou um trauma em escala global.
O especialista utiliza a ideia de “tempo congelado” para explicar como poucos segundos ou minutos de um acontecimento podem ser repetidos durante horas ou dias, prolongando a percepção do episódio para quem acompanha as transmissões.
Sobreviventes carregam lembranças 25 anos depois
Para quem estava próximo ao World Trade Center, as memórias vão muito além das imagens transmitidas pela televisão.
Relatos de pessoas que testemunharam os ataques mostram como sons, fumaça, explosões e o desabamento dos edifícios permaneceram gravados na memória.
O impacto físico também foi gigantesco.
As aeronaves atingiram os alvos em alta velocidade e provocaram explosões e incêndios. Aproximadamente 400 mil pessoas foram expostas à poeira tóxica produzida pelo desastre.
A retirada de cerca de 1,8 milhão de toneladas de escombros levou aproximadamente oito meses.
Julgamento de acusado está previsto para 2028
Mesmo 25 anos depois dos atentados, consequências judiciais do 11 de Setembro continuam em andamento.
Khalid Sheikh Mohammed, apontado como mentor dos ataques, tem julgamento previsto perante um tribunal militar em junho de 2028.
Ele foi preso no Paquistão em 2003 e permanece desde 2006 na base norte-americana de Guantánamo, em Cuba.
Outros três acusados também deverão ser julgados no processo.
Osama bin Laden, fundador e líder da Al Qaeda na época dos atentados, foi morto por forças dos Estados Unidos em uma operação realizada no Paquistão em 2011.
11 de Setembro permanece como marco do século 21
Passadas duas décadas e meia, o 11 de Setembro continua sendo lembrado não apenas pelo número de vítimas, mas pelas profundas consequências políticas, militares e sociais que se seguiram.
As imagens do World Trade Center permanecem como um dos principais símbolos daquele período e ajudam a explicar por que os atentados ainda ocupam espaço tão expressivo na memória coletiva mundial.
Para milhões de pessoas que acompanharam os acontecimentos em 2001, as cenas transmitidas naquele dia continuam associadas à lembrança exata de onde estavam quando receberam as primeiras notícias dos ataques.






