O jornalista profissional Moisés Dutra afirmou que está impedido, por decisão judicial, de abordar alguns temas que considera de interesse público. Segundo ele, a medida alcança conteúdos relacionados a alegações sobre a campanha de Maria do Carmo Seffair em 2024, além de assuntos ligados às operações Maus Caminhos, Cidade Universitária e contratos envolvendo empresas e familiares de políticos.
Em manifestação pública, Dutra declarou que decisões anteriores haviam sido favoráveis à manutenção de seu conteúdo. Ele afirmou ainda que recebeu pareceres favoráveis do Ministério Público Eleitoral do Amazonas (MPE-AM), que teriam classificado as publicações como jornalísticas e informativas.
De acordo com o jornalista, os pedidos apresentados pela candidata foram inicialmente julgados improcedentes. Após recurso, porém, uma decisão em segunda instância determinou a retirada de conteúdos e a concessão de direito de resposta, mesmo diante de novo parecer favorável do Ministério Público Eleitoral, conforme relatou.
Dutra informou que sua defesa já apresentou embargos e recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Enquanto a decisão estiver em vigor, ele disse que irá cumpri-la, embora discorde de seus fundamentos.
“Respeitar uma decisão judicial não significa concordar com ela”, afirmou o jornalista.
Para Moisés Dutra, o caso abre debate sobre os limites das decisões judiciais em temas que envolvem jornalismo, informação e interesse público. Ele declarou que seguirá defendendo o direito de informar dentro da lei e preservando sua independência profissional.
A reportagem mantém espaço aberto para manifestação das partes citadas e para a apresentação de informações sobre o andamento do processo.






